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segunda-feira, novembro 25, 2002
19:57 -
ADMINISTRAÇÃO
(25/11/2002)
Havia quem se sentasse ao meu lado
Junto a memórias e novos prazeres
Mas se restavam dor ou deveres
Nunca sozinho sentia-se o fardo
E via mulheres sem pensamentos
Como alianças e vida futura
Que se entregavam em sala escura
Sem um nome ou sentimentos
Servia como lastro ao ortodoxo
De encruzilhadas sem virtude
Constituindo o meu paradoxo
A via que resta jamais seguiria
Mantendo-me em rota de solitude
Ainda que aquém do que desejaria
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